b o s q u e .Carlos Bunga2026
"A partir da pintura, da transformação e da instalação, aprendi que o processo artístico é, acima de tudo, uma forma de conhecimento. O gesto artístico, seja ele pictórico, performativo ou instalativo, é sempre uma tentativa de questionar. Entre o ateliê e a rua, entre a escola e a cidade, entre a pintura e o corpo, encontrei o verdadeiro território da criação: o lugar onde o gesto e o pensamento se encontram.
Contudo, quanto mais aprendia, mais crescia em mim um sentimento de desconforto. As minhas pinturas pareciam não responder às perguntas que eu fazia, e cada gesto no ateliê era acompanhado por uma dúvida: porquê? para quê? o que procuro realmente?
Esse universo de questionamento, de experiência ou espírito crítico, efervescência e inconformismo, em que a própria noção de arte se expandia para o território da vida sempre se mantiveram presentes na minha maneira de ser e de estar no mundo ao longo de todos estes anos.
Esse espírito de questionamento, essa efervescência crítica e irreverente, a expansão da arte para o cotidiano mantiveram-se vivas, atravessando anos e experiências, moldando a minha maneira de estar, de olhar e de criar. A arte tornou-se, desde então, não apenas prática, mas também espaço de reflexão, território de resistência e contínuo encontro entre vida e criação."
Carlos Bunga